Sussurrava entre os cabelos da nuca enquanto contornava sua pele com uma bituca de cigarro entre os dedos. As peles mal se tocavam, mas se entendiam, se sentiam, arrepiavam.
Uma tragada e o cigarro acabou-se por si só, não mais se envenenaria com algo tão inverossímil.
Sua nova droga, do seu tamanho, mas pequena.
E ele um cafetão,
cuzão,
maconheiro,
bandido,
poeta,
alma gêmea que de tudo entende e o que se mexe e não se fode, não tem vida - ele dizia.
E o resto a gente enrola em papel seda e fuma.
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